Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Ao fim deste tempo todo de campanha eleitoral, que, confesso, ao fim de algum tempo já se não aguenta, lá chegou o esperado dia 23 de Janeiro, dia de eleições nacionais para eleger quem deve estar à frente da presidência da nossa república.

Por todo o país, desde as 8horas até às 7horas da tarde parte da população portuguesa dirigiu-se às respectivas Juntas de Freguesia vindo a eleger com maioria o candidato Aníbal Cavaco Silva, já presidente desde 2006. Com um apelo à não segunda volta o já presidente manteve a confiança dos portugueses ao ser reeleito com cerca de 52,94% dos votos a nível nacional, conseguindo a vitória em todos os distritos, inclusive regiões autónomas, sendo no distrito de Vila Real que maior percentagem de votos conseguiu. Estas eleições foram marcadas por grande número de abstenção, cerca de 53% dos inscritos não votaram. Protestos e sedes de Junta de Freguesia fechadas não faltaram mostrando o povo o seu descontentamento. Também a situação do cartão de cidadão contribui para este tão elevado número de não votantes.

Na Miranda a "corrida aos votos" também se destacou pela abstenção dado que dos 649 inscritos, apenas 27,12% decidiu dar o seu voto. Não é surpresa a eleição de Cavaco Silva na nossa freguesia, que arrecadou 73,14% dos 176 votos contados. Ao contrário das autárquicas, em que os brancos e nulos tomaram grande dimensão (não relembrando a abstenção), nestas presidenciais apenas surgiu um voto nulo e não se registaram votos em branco. Chamou-me particular atenção o candidato Manuel Coelho ter direito a um voto no nosso meio.

E assim termina toda esta algazarra do "gasta dinheiro" que é de cada vez que há eleições. Eu temia seriamente uma segunda volta, assunto que só o candidato eleito (vencedor não, porque não são disputas, trata-se de pôr o país nas mãos de alguém que, esperamos nós, o oriente da melhor forma) teve o bom senso de pedir que fosse evitado, ao contrário de todos os outros que anunciavam querer ajudar o país a recuperar, mas se esqueciam que a segunda volta, para além dos gastos com os boletins de votos dobraria os gastos com os elementos das mesas de voto. E por falar em mesas de votos. São milhares, ou melhor dizendo, milhões de euros que saem do Estado com esta "brincadeira" de se estar numa mesa de voto a assinalar um visto à frente do nome do eleitor que decidiu "descarregar voto". É certo que cada elemento prende ali um dia inteiro, mas quem lá está é por voluntariado, não é uma obrigação. Se em cada mesa de voto constam 5 elementos a receber individualmente cerca de 76€, façamos a conta e por cada mesa lá se vão mais de 380€. Não chegariam 50€ por elemento? E anunciaram eles que o valor em relação às últimas eleições ia ficar congelado. Ora essa e já estão a pagar pouco? Ou eu sou muito modesta ou muito boa gente não sabe o que significa a palavra Voluntariado. E falam os nossos políticos em cortes nas despesas. É óbvio que ninguém quer perder o seu dia ali fechado e ganhar zero, mas também não é uma obrigação. Eu sei que para quem recebe nunca é muito, mas vejamos a realidade. E quem está nas Mesas não são desempregados ou de famílias carenciadas. Se fossem eu até ponderava esses 76€ que considero exagerados. Enfim! Desculpem lá este desabafo, mas faz-me confusão esta ideia de terem pedido a segunda volta nas eleições sabendo os gastos que daí adviriam.

 

 

Boletim de Voto nas Presidenciais 2011

Fonte:

 

http://www.presidenciais.mj.pt/

 

http://www.portaldoeleitor.pt/Presidenciais2011/Eleicao.aspx

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pág. 1/8





Último comentário

  • Anónimo

    VivaEste servico esta muito irregular....mas e a e...


Notícia mais comentada